Por que a Microsoft na verdade quer o Yahoo?
10/02/08 12:09 Assunto : Negócios
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Daniel Eran Dilger - Leia o original no RoughlyDrafted Magazine - Traduzido por Ubiratan Avênia Puertas Olivério
A Microsoft finalmente veio a público com uma oferta de 44.6 bilhões de dólares para comprar o Yahoo, após anos de agressivos esforços apelando para a companhia ser vendida em negociações privadas. Por que a Microsoft necessita tanto do Yahoo, qual a razão do Yahoo não ter aceitado prontamente o negócio, e como uma tal fusão produziria efeitos para a Microsoft, o Yahoo, e a indústria de tecnologia em geral? Este artigo sugere algumas respostas.
[ilustração cortesia de Alf: Microsoft se intenta quedar con Yahoo “por las malas” [Actualizado] | www.faq-mac.com]
Por que a Microsoft quer o Yahoo.
De acordo com o CEO Steve Ballmer, o interesse da Microsoft é somente aumentar em presença on-line para rivalizar o Google ao mesmo tempo obtendo benefícios do compartilhamento de custos e eficiência operacional. A carta aberta de Ballmer aos acionistas do Yahoo assemelha-se de modo suspeito ao plano otimista e embriagante, mas em última análise desastroso, de Carly Fiorina para a fusão da Compaq com a HP.
"Enquanto o crescimento da publicidade on-line continua," escreveu Ballmer, "existem benefícios de escala expressiva no uso de recursos da plataforma de publicidade, nos custos de capital para a construção de índices de busca, e na pesquisa e desenvolvimento, fazendo deste o momento para a consolidação e convergência da indústria". Ballmer refere-se especificamente a "sinergias relacionadas à escala econômica" que podem ajudar as companhias combinadas a competir em um mercado em que "há somente um competidor nesta escala," claramente uma pedra atirada em direção ao Google.
"A capacidade expandida de P&D" pode "desencadear novos níveis de inovação," continuou Ballmer. Usando a definição da Microsoft de inovação, que pode significar que o negócio pode ser todo sobre amarrar o Windows e outras tecnologias proprietárias da Microsoft aos ativos e serviços on-line do Yahoo.
Balmer também citou "eficiência operacional" como um alavancador para "eliminar infra-estrutura redundante e custos operacionais duplicados." Isto significa tanto um monte de bilhetinhos azuis para o MSN e uma simples mudança de marca da tecnologia Yahoo para o nome Microsoft, como a demissão massiva de empregados do Yahoo qualificados em Unix e código aberto e uma transição, no estilo Hotmail, dos sistemas Yahoo para uma infra-estrutura energizada pelo Windows.
Por fim, Ballmer destacou "as emergentes experiências de usuários," onde ele novamente repetiu a intenção de "direcionar a inovação em cenários emergentes como, video, serviços móveis, comércio on-line, mídia social, e plataformas sociais." Ballmer está descrevendo uma repetição do "Windows Everywhere" do início dos anos 90, embora aplicada à web ao invés de equipamento de escritório e outros dispositivos.
Como a Microsoft inova.
Se a Microsoft planeja converter os serviços do Yahoo para serviços mais "inovadores" usando suas próprias plataformas e ligados ao Windows, não seria mais fácil começar a desenvolver tudo do zero? Por que a Microsoft iria pagar os tubos pelos negócios on-line do Yahho que são construídos majoritariamente em FreeBSD, somente para retira-los e gastar recursos significantes para converter tudo para rodar na plataforma Microsoft?
Com toda a franqueza, a Microsoft a tempos tenta construir um negócio de serviços online e de buscas "inovador" do zero. O MSN original era um clone da AOL criado em 1995 no tempo certo para ver os serviços web abertos ganharem maior interesse sobre os serviços on-line proprietários. No ano seguinte, a companhia rapidamente desenvolveu uma nova estratégia para a Internet envolvendo a compra do Internet Explorer, e amarrando-o ao Windows para prevenir que qualquer tentativa de uma plataforma de desenvolvimento aberta emergisse.
Depois de comprar o Hotmail em 1998 e embarcar em uma missão para desenvolver uma ampla gama de serviços Internet sobre uma marca MSN reinterpretada, a companhia ainda se encontrou incapaz de construir um negócio on-line lucrativa pela próxima década, apesar de todos os esforços para alavancar o monopólio Windows na plataforma desktop.
A web estabeleceu rapidamente que não existe dinheiro real nem em conteúdo pago, em assinaturas de web sites, ou em serviços baseados em taxas. Os enormes investimentos da Microsoft em ativos on-line serviram somente para prevenir competição ao Windows, não para construir valor verdadeiro ou resultado em qualquer nova fonte de receita.

Apple and the Origins of the Web
Web Browser Wars: Netscape vs Internet Explorer
O Google constrói uma fábrica de dinheiro.
Em 1996. dois estudantes Ph.D. da Universidade de Stanford, Layy Page e Sergey Brin, desenvolveram uma nova ferramenta de busca projetada para avaliar a relevância das buscas com base na informação de outros sites ligados a uma página, ao invés de só percorrer uma página para encontrar quais palavras estavam nela. Depois de disponibilizar acesso público em 1977, o Google rapidamente veio a ser considerada a melhor forma de pesquisar a web.
O que faltava ao Google era a melhor maneira de ganhar dinheiro pelo fornecimento de serviços de busca. Isto havia sido desbravado pelo GoTo.com, que também foi lançado em 1997. O GoTo desenvolveu um sistema que permitia a anunciantes pagar em termos de busca para posicionar seus anúncios como os melhores resultados para as pesquisas dos usuários. Isto trabalhou bem para criar um mercado para vender e apresentar anúncios.
Porém, os resultados de buscas não pagas do GoTo, o que trouxe a audiência de buscas em primeiro lugar, não funcionava muito bem porque era feita com base em uma indexação simples do conteúdo da web. O Google copiou o pagamento para posicionamento de anúncios da GoTo para combinar o seu próprio e melhorado PageRank searching com o novo modelo de venda de anúncios do GoTo.
A contribuição particular do Google foi a de remover os exuberantes e irritantes anúncios em banner do final dos anos 90 e trocá-los por sutis e relevantes anúncios em texto que não provocam nem raiva ou irritação aos usuários. Pelo motivo dos anúncios de texto do Google eram realmente relevantes, os usuários eram inicialmente menos propensos a ignora-los de modo subconsciente como estava acontecendo com os crescentes, desesperados e irritantes convencionais anúncios em banners.
GoTo, Overture, Yahoo vs. Google.
Em 2001, GoTo trocou seu nome para Overture, Seguindo o estouro das dotcom, o novo Overture lutou para competir com o Google na venda de anúncios. Em 2002, o Google havia construído seu caminho para o terceiro colocado em pesquisas on-line atrás do Yahoo e do MSN. Apesar de ser o terceiro em page hits, o Google conseguia três vezes mais que o tempo médio despendido por usuários em buscas comparado ao Yahoo e ao MSN.
Os números de hits dos dois líderes vinham, não pela oferta de um bom um produto que atraia usuários como o Google, mas porque ambos Yahoo e Microsoft tinham assinado acordos com ISPs para transforma-los nos sites de pesquisa padrão para os clientes. Entretanto, estes clientes estavam gastando mais tempo no site Google porque eles estavam realmente utilizando-o, não somente sendo apresentado a eles como sua opção padrão. O Google estava obtendo mais atenção boca a boca entre usuários por fornecer um produto melhor. Enquanto Yahoo e Microsoft transbordavam seus portais com excessos de conteúdo e anúncios, não eram mais vistos como mecanismos de buscas funcionais.
O Overture supria os anúncios para o Yahoo e o MSN, então estava sendo ameaçado diretamente pelo ganho rápido de popularidade do Google. O Overture respondeu ao sucesso do Google processando-o em 2002 pela cópia de suas idéias de negócio patenteadas de anúncios e buscas pague-por-posicionamento. Naquela época, o Overture ainda estava trazendo 2,8 vezes mais receita que o Google.
Enquanto estava tentando competir com o Google em anúncios pagos por posicionamento, o Overture também anunciou uma parceria com o Gator spyware em 2003 que envolvia a instalação do spyware nos computadores dos usuários para gravar e reportar suas atividades. O Overture também utilizou o Gator spyware para anúncios pop up que foram vendidos a anunciantes que pensaram que seus anúncios seriam apresentados em sites com boa reputação.
Quando os anunciantes começaram a receber fogo de consumidores furiosos por verem seus anúncios aparecerem sobre e sob suas janelas nos web browsers, a reputação do Overture iniciou a afundar. A companhia foi comprada pelo Yahoo no mesmo ano. O Yahoo herdou a dor de cabeça de um contrato de três anos de spyware do Overture e o processo de patentes da companhia contra o Google. No ano seguinte, o Yahoo fez um acordo com o Google que deu ao Yahoo 2,7 milhões de ações do Google em troca de uma licença perpétua das patentes de busca relacionadas ao Overture, deixando o Google livre para alcançar sua posição como o novo primeiro colocado de buscas na web.
Gator Information Center
Google, Yahoo bury the legal hatchet - CNET News.com
Construa e ele virá.
O Google entrou em um mercado dominado por dois rivais estabelecidos e superou ambos entregando um produto melhor para os consumidores. Isto resultou no Google também sendo capaz de oferecer aos anunciantes a audiência mais valorizada. Quatro anos após, o Google serve mais de 53% das buscas na web, com o Yahoo em segundo lugar com 19,9% e a Microsoft em terceiro com 12,9%. Estes números refletem o fato que o Yahoo está empacotado no serviço de internet da AT&T e que o Live Search está empacotado no Windows. A fatia real do Google no mercado de pesquisa na verdade é muito maior.
O Yahoo têm lutado para manter paridade de funções com o Google, mas têm sido incapaz de aumentar suas receitas o lucros, Em 2005, o Google reportou $6.1 bilhões em receitas e $1.5 bilhões de lucro líquido enquanto o Yahoo teve $6,4 bilhões de receitas mas somente $751 milhões de lucro líquido. Em 2006, o Google reforçou suas receitas para $10,6 bilhões e lucros para $3 bilhões, enquanto o Yahoo reportou somente um modesto ganho em receitas para $6,9 bilhões e uma queda em lucros para $660 milhões.
Em 2007, o Google continuou a crescer. No trimestre de inverno, reportou que reforçou seus ganhos em 50% ano a ano e seus lucros em 17%. Os investidores ainda estavam descontentes com esta perspectiva, o que levou a uma venda em massa de ações que diminuiu em muito o valor da companhia, parecido com o melhor trimestre de todos os tempos da Apple que em uma perspectiva conservadora foi ao encontro de uma reação de pânico similar.
Analysts, Investors Take Apple to Task For its Best Quarter Ever
Best Quarter Ever: a closer look at Apple’s record Q108 earnings
Construa novamente e ele pode não vir.
Depois de criar uma receita monstro em cima de seus resultados de pesquisa superiores, o Google descobriu que não podia facilmente duplicar o esforço em todas as áreas. A companhia construiu o Google Video como sua própria alternativa ao YouTube de maneira a entrar no mundo promissor de anexar anúncios ao conteúdo de vídeo amador e de domínio público, somente para descobrir que fazia mais sentido adquirir o YouTube.
Igualmente a Microsoft tentou abater o YouTube com seu SoapBox, uma oferta que a maioria do público nunca ouviu falar, para não dizer usar. O valor dos ativos existentes relacionado ao potencial de espremer suas receitas de anúncios disparou uma guerra de compras desesperada entre Google, Yahoo, e Microsoft para engolir toda localidade on-line com uma audiência significativa.
Este esforço é em grande parte especulativo, o fato de que anunciar nestes sites possa algum dia proporcionar lucro funcional é somente esperança otimista. O Google não está obtendo receita ainda do YouTube, e sabe que não a terá logo. Entretanto, enquanto o Google está ainda obtendo receitas e lucros impressionantes do posicionamento em buscas ele também sabe que necessita encontrar novos mercados para desenvolver no futuro. Os esperneantes e em crescente desespero serviços on-line do Yahoo e da Microsoft estão ainda mais conscientes dos problemas que irão enfrentar se não forem agressivamente com toda a força a frente para novos mercados de anúncios.
A nova busca: Os velhos anúncios.
O Yahoo está trabalhando para desenvolver uma nova carteira de serviços web, adquirindo o Flickr, o del.icio.us e construindo um negócio de música. Nada disto têm feito alguma coisa para reverter a marcha a ré da companhia, porque desenvolver um audiência popular requer investimentos em massa de longo prazo que geralmente não são auto-sustentáveis, mesmo embrulhados com anúncios.
Como o Google explorou largamente o conceito de pagamentos para o posicionamento de anúncios e o posicionamento de anúncios contextual, o negócio de buscas voltou ao tempo de tecnologias de rastreamento de usuários similares ao anúncios spyware do final dos anos 90.
No ano passado, o Google absorveu rapidamente o DoubleClick por $3.1 bilhões em dinheiro, expandindo-se além de sua competência chave de posicionamento pago, e entrando no velho mundo de anúncios em banners rastreados por cookies que aspiram ser mais relevantes aos usuários seguindo seus passos e tomando notas sobre o que fazem. Os velhos anúncios em banners que o Google trocou por seus sutis links de texto não são a nova moda, porque os anúncios de textos contextuais do Google estão sendo cada vez mais ignorados, mas também porque sua relevância funcional não é muito boa.
A Microsoft e o Yahoo reclamaram ao FTC (Federal Trade Commission) sobre os planos de aquisição do DoubleClick pelo Google porque não há mais DoubleClicks para comprar, e colocar para funcionar novas plataformas de spyware e redes de anúncios cookie será cada vez mais difícil de construir do zero como fazer uma alternativa ao YouTube.
O último esforço da Microsoft para crescer.
Pela compra do Yahoo, a Microsoft espera que possa juntar alguma coisa que possa competir com o Google em termos de tamanho. Crescimento do modo que o Google originalmente obteve, pela oferta de melhores resultados de busca ou usando um modelo de negócios melhor, não é mais uma opção em um mercado maduro.
O problema para a Microsoft é que seu melhor alvo para aquisição não é muito bom. Comprando o Yahoo para competir contra o Google pode ser um pouco como a Daimler-Benz comprando a Chrysler, ou a TimeWarner adquirindo a AOL, ou a Borland comprando a Ashton Tate. Qual é a atração em comprar um companhia problemática e em queda livre? Certamente existem vários exemplos alarmantes do porque isto falhou dramaticamente no passado.
Em particular, o Yahoo apresenta alguns graves desafios para que a Microsoft assuma controle:
Qualquer "sinergia" entre os dois já pode ser obtida por parcerias amigáveis. O Yahoo e a Microsoft já tem acordos assinados para ligar seus sistemas proprietários de mensagem instantânea para competir contra protocolos abertos de chat suportados pelo Google. Ambas companhias já podem trabalhar para vender conjuntamente espaço para anúncios em seus ativos de busca, mesmo que ninguém esteja visitando-os. Forçando os dois juntos não vai levar a nada de valor maior porque qualquer cosa que eles podem produtivamente fazer juntos eles podem fazer separados.
Os dois parceiros tem uma grande sobreposição de produtos que excedem mesmo a da fusão da Adobe com a Macromedia. Estes ativos e serviços redundantes não podem ser efetivamente ligados porque estão construídos em fundações diferentes. Yahoo Mail, IM, mapas, música, blogs, video e assim por diante podem ou serem abandonados e trocados pela sua versão Microsoft, ou como alternativa substituir as ofertas existentes da Microsoft. Combinar Yahho Mail e MSN Live/Direct/Xbox HotMail (ou qualquer que seja a última marca para isso) não é uma "sinergia" ao contrário é uma destruição de valor.
O Yahoo não necessita estar envolvido ou ser comprado pela Microsoft para ficar fora dos negócios e demitir todos seus funcionários. Inversamente, trocar os serviços do MSN da Microsoft com os do Yahoo não fará nada para expandir a audiência da companhia nem repentinamente fazer seus serviços on-line lucrativos.
A Microsoft e o Yahoo compartilham pouca cultura e visão. O Yahoo está batalhando para ser como o Google e trabalha para suportar vários projetos de código aberto, incluindo PHP, FreeBSD, YUI, Squid, e Linux. Ele serve como uma alternativa para os produtos Microsoft em uma variedade de negócios; por exemplo, o Yahoo recentemente adquiriu Zimbra, uma alternativa de código aberto para o Microsoft Exchange Server e o cliente de email Outlook.
A Microsoft tem asco por código aberto em geral e particularmente pelo Linux, PHP, Zimbra, e outros produtos que erodem o Windows. A Microsot pretende propagar seu Silverlight, .Net, e outras soluções proprietárias para a web, nenhuma das quais pode adicionar valor aos ativos correntes do Yahoo, e podem inversamente causar defecções em massa.
Fuga de cérebros. A absorção do Yahoo pela Microsoft pode destruir grandes quantidades de produtos e serviços resistentes à sinergia. Quem ira se beneficiar disso? Google. A compra da Microsoft pelo Yahoo pode ou intencionalmente resultar na demissão de brilhantes engenheiros de código aberto que provavelmente levariam seu conhecimento diretamente ao Google, ou simplesmente enviar ondas culturais que podem causar que os colaboradores deixem a companhia voluntariamente.
A Microsoft já está sofrendo uma tremenda fuga de cérebros porque o Google contrata todas as melhores cabeças. Mesmo o Google está preocupado pois não encontra pessoas com qualificação suficiente para contratar. Deverá a Microsoft pagar bilhões pelo Yahoo, desmembra-lo, e enviar suas mentes talentosas para seu maior rival?
Fuga de clientes. Adicionalmente à perda de empregados, a Microsoft provavelmente atropelará e matará os produtos restaqntes do Yahoo pela inovação de novas amarras centradas no Windows, mandando a mesma audiência que a Microsoft espera comprar em outras direções. Os usuários Flickr provavelmente serão tentados a ir ao Picassa do Google, usuários do Yahoo IM para o GoogleTalk, usuários do Yahoo Mail para o GMail, e qualquer um que ainda usa a busca Yahoo possivelmente irá a usar Google também.
Todos que querem utilizar as pesquisas e tecnologias on-line da Microsoft possivelmente já as estão utilizando pois elas são a opção padrão para muitos usuários. A maioria dos usuários Windows estão escolhendo não usar os serviços de busca do Windows e utilizando o Google no lugar, e nenhuma expansão dos serviços de busca ligados ao Windows irá mudar isso, particularmente se isso vier diretamente do Yahoo, outro site que as pessoas estão intencionalmente escolhendo não utilizar.
Fuga de parceiros. Adicionalmente ao êxodo de clientes ,muitos dos quais sequer pagam pelo uso dos serviços Yahoo, uma compra hostil do Yahoo pela Microsoft pode ter um efeito desagradável nas parcerias atuais do Yahoo com projetos de código aberto, e sua crescente integração com parceiros como a Apple. Embora o Google e a Apple estabeleceram parcerias muito próximas, a Apple também está indo no caminho de desenvolver uma parceria com o Yahoo.
Por que? Embora a Apple e o Google cooperem, também competem em algumas áreas, ou simplesmente trabalham em objetivos cruzados. O Google suporta diretamente o FireFox enquanto a Apple mantém seu próprio browser Safari baseado em KHTML (que também é integrado com a busca do Google); a Apple também oferece seus incipientes serviços .Mac que de alguma forma competem com os do Google; a Apple tem sua estratégia própria para smartphones que é distintamente diferente do Android da Google. As duas companhias tem ideias independentes sobre o futuro dos software de produtividade. Isso não os faz inimigos, mas criam razões para a Apple desenvolver parcerias paralelas com outras companhias no espaço das ferramentas de busca.
O Widget Stocks da Apple no Mac OS X e o idêntico applet Stocks no iPhone estão conectados ao Yahoo Finance ao invés do serviço similar do Google. Funções de busca no iPhone também podem ser efetuadas pelo Yahoo como uma opção ao Google. e o applet Weather também está baseado em dados do Yahoo. A Apple também escolheu o Yahoo como seu parceiro na oferta de push email no iPhone.
Apesar da Apple também ser parceira da Microsoft na promoção do Office para Mac e na construção de interoperabilidade com o formato de arquivos proprietário OOXML da Microsoft, seu Active Directory e Exchange Server, a Apple provavelmente hesitará em construir parcerias on-line com a companhia que expressivamente trabalhou para destruir o Macintosh depois de o ter clonado, repetidamente tentou acabar com o QuickTime e OpenGL e todo formato aberto de arquivo, abertamente desprezou o iPhone como sendo uma piada dispendiosa, e possui um grande ressentimento contra tecnologias abertas e interoperáveis de qualquer tipo. Outros parceiros do Yahoo possuem razões similares para abandonar a companhia quando esta for adquirida pela Microsoft.
Microsoft’s Plot to Kill QuickTime
Apple: iPhone Now Costs Less than Ballmer’s Lame Motorola Q
Office Wars 3 - How Microsoft Got Its Office Monopoly
Os poderes monopolistas da Microsoft em decadência.
O negócio de buscas não está mais na fase adolescente de crescimento rápido. Isso é passado; o Google ganhou seu lugar no topo, e não vai ser agressivamente suplantado pela fusão de dois competidores muito similares e que falharam na competição com o Google na última década. A soma do Yahoo à Microsoft irá na verdade desmantelar a competição existente com o Google ao invés de criar com a união dos dois competidores atuais um rival forte.
A Microsoft provavelmente sabe disso. O Yahoo certamente sabe senão teria aceitado as ofertas anteriores da Microsoft nos últimos anos. O problema para a Microsoft é que ela não possui outras alternativas óbvias para melhorar sua exposição no mercado on-line e de buscas. O poder do monopólio da Microsoft começou a dissolver, fazendo a companhia incapaz de forçar sua entrada em novos mercados como um punho de aço intimidador.
Particularmente desde 2000, a posição monopolista da Microsoft:
CES: Fear and Loathing in Las Vegas
Video Game Consoles 2007: Wii, PS3 and the Death of Microsoft’s Xbox 360
The Unrealized Potential of Apple’s Hybrid Platform: Mac, iPod, iPhone, and TV
iPhone Grabs 27% of US Smartphone Market
Será que a compra do Yahoo matará a Microsoft?
Adicionalmente a ser uma ideia perdedora em todos os aspectos em geral, uma compra hostil do Yahoo por $44,6 bilhões ou mais pode usar todo o caixa que a Microsoft atualmente dispõe e um pouco mais. A companhia informou que ao final de 2007 possuía $21 bilhões em caixa e ativos de curto prazo.
A Microsoft está gastando seu caixa pagando dividendos aos acionistas e recomprando suas próprias ações. Dividendos e recompras de ação são o que uma companhia faz quando decide que seus investidores podem fazer mais com seu dinheiro do que ela.
A Microsoft está apostando contra seu próprio futuro, essencialmente abandonado sua posição de caixa por que não vê o que pode fazer efetivamente com ela. Se ela fosse capaz de transformar esse caixa na compra de produtos ou empresas estratégicas para expandir sua posição, ou para investir para construir novas maneiras de crescer por si, ela teria segurado sua poupança com a Apple tem feito.
A Apple está dramaticamente expandindo seu campus, expandindo seu negócio de serviços on-line, expandindo seus iPods em plataformas móveis WiFi, expandindo o iPhone em uma plataforma mundial de desenvolvimento para smartphones, expandindo seu mercado Macintosh em novas direções, expandindo suas operações de varejo, e expandindo suas vendas de mídia on-line. Ela também está pronta para adquirir o próximo time de aplicações ou companhia inovadora que tiver a oportunidade de comprar. Por isso a Apple está guardando seu caixa, não retornando-o aos investidores.
A Microsoft está atualmente gerando um grande caixa dos seus negócios de desktops, servidores, e office. Ela não teria nenhum problema em assumir grandes dívidas para comprar o Yahoo e depois rapidamente pagar seus empréstimos com essa receita. Entretanto o que isso iria conseguir? A companhia estaria queimando seu caixa e comprometendo seus lucros futuros nas mesmas chamas, tudo para adquirir uma companhia que é uma má combinação e que quase com certeza resultará em uma grande defecção de empregados, clientes e parceiros. Todo este dinheiro sendo queimado pela casca das operações titubeantes do Yahoo.
Levará no mínimo cinco anos para a Microsoft integrar o Yahoo em suas operações. O Yahoo recentemente acabou de integrar o Overture em suas operações, apesar de ter comprado a companhia em 2003. Enquanto o Yahoo e o Overture eram uma boa combinação com pouca sobreposição, uma visão similar, e produtos complementares, aquela fusão estava cheia de crises e problemas de políticas administrativas. A Microsoft irá engolir o Yahoo mais rápido sem o mesmo mal estar?
Nos próximos cinco anos, os monopólios da Microsoft provavelmente estarão em uma situação muito pior do que agora. Nos últimos cinco anos perdeu sua reputação no desktop para o Mac OS X e viu seu papel empresarial deslizar precariamente quando o resto da indústria alinhou-se em estratégias orientadas ao Linux. Em consonância com estas mudanças, as críveis ameaças ao Office que emergiram no ambiente empresarial com o OpenOffice, agora vendido pela IBM sob a marca Lotus Symphony, e o iWork da Apple entre os consumidores.
A Microsoft não deve nem perder muitas vendas rapidamente para sentir o calor da competição crescente; uma vez que sua posição monopolista inicia a derreter, haverá uma reorganização em massa de onde os lucros de software correm e em que quantidades.
Os bilhões em receita da Microsoft são tem por base sua habilidade de vender licenças Office para consumidores por $500 e licenças de Exchange e produtos para servidores por $15.000 uma escolha popular para pequenos grupos de trabalho. Competindo contra pacotes para consumidores por $79 e produtos de produtividade oferecidos de graça pela IBM ligados ao Lotus Notes e seus serviços Linux, a Microsoft simplesmente não será mais capaz de extorquir aquela quantidade de caixa, mesmo que possa continuar a vender a maior fatia do mercado de software em termos unitários. A companhia já foi forçada a dramaticamente mudar o preço do Office para Mac e oferecer condições de licenciamento mais generosas, somente pela chegada do iWork.
Isto sugere que em 2012, a Microsoft estará obtendo muito menos receita e menores lucros, ao mesmo tempo em que estará finalizando sua fusão de serviço on-line com o Yahoo e vendendo o Windows 7 e o Office 15 contra alternativas grátis no PC e os produtos Apple com uma melhor integração.
Não há razão para acreditar que uma MSN maior poderá efetivamente competir contra as ofertas do Google no espaço on-line, ou mesmo que a MSN pode tornar-se maior depois de todo o sofrimento causado por uma transição dolorosa e que envolveu defecções em massa dos empregados, clientes e parceiros do Yahoo.

Microsoft’s Outrageous Office Profits
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Um cínico poderá sugerir que uma fusão brutal como esta pode dar justamente o que o mundo necessita: uma redução dramática do poder da Microsoft e um desmembramento do grandemente inefetivo Yahoo em ordem para melhor usar os recursos em que está baseado. Ao mesmo tempo entretanto, esta consolidação assusta por colocar tanto poder em um local. Enquanto o Google reclamou que a oferta da Microsoft pelo Yahoo pode resultar em obstáculos da legislação anti-truste, o maior problema criado pode ser a eliminação de qualquer ponto de referência para o próprio Google.
Sem o Yahoo, e com uma desesperada MSN reformulada, consumida internamente por sua fusão e reconstrução, o Google acabaria como a única escolha crível para busca e anúncios on-line. Ele apreciaria alguma coisa como cinco anos de competição deprimida, permitindo-o ou a "relaxar e gozar", ou ir em frente para sanear o negócio, estabelecendo-se ainda mais como um rival impossível de competir.
O Google já está comprando redes de anúncios e diminuindo o preço dos anúncios, criando uma força notável nos sites de conteúdo suportados por anúncios. Sem referência, o Google se tornaria o único meio de anunciar on-line, e o único meio efetivo para comprar espaço para anúncios.
Todos estes cenários demandam pausa para reflexão, com a atual liderança do Google como a companhia "que não faz mal" com uma reputação de resistir à opressão de governos tanto nos EUA como na China pode ser relaxada já que não existiria outro jogador na mesa.
Dado o histórico estelar do Google nestas áreas, particularmente quando comparado à Microsoft e ao Yahoo, é certamente muito cedo para reprimir a companhia por futuros problemas imaginários. Nós não sabemos nem mesmo que o grau de competição que faz as companhias saturadas e menos capazes de responder às necessidades de seus consumidores. Consolidações em massa na indústria de tecnologia possuem efeitos aterradores na competição e inovação.
O que você acha? Como a aquisição do Yahoo pela Microsoft mudará a posição do Google e de outras companhias de tecnologia, impactará o mercado de código aberto, o desenvolvimento de produtos novos e inovadores, e as forças competitivas do mercado de anúncios on-line?
De acordo com o CEO Steve Ballmer, o interesse da Microsoft é somente aumentar em presença on-line para rivalizar o Google ao mesmo tempo obtendo benefícios do compartilhamento de custos e eficiência operacional. A carta aberta de Ballmer aos acionistas do Yahoo assemelha-se de modo suspeito ao plano otimista e embriagante, mas em última análise desastroso, de Carly Fiorina para a fusão da Compaq com a HP.
"Enquanto o crescimento da publicidade on-line continua," escreveu Ballmer, "existem benefícios de escala expressiva no uso de recursos da plataforma de publicidade, nos custos de capital para a construção de índices de busca, e na pesquisa e desenvolvimento, fazendo deste o momento para a consolidação e convergência da indústria". Ballmer refere-se especificamente a "sinergias relacionadas à escala econômica" que podem ajudar as companhias combinadas a competir em um mercado em que "há somente um competidor nesta escala," claramente uma pedra atirada em direção ao Google.
"A capacidade expandida de P&D" pode "desencadear novos níveis de inovação," continuou Ballmer. Usando a definição da Microsoft de inovação, que pode significar que o negócio pode ser todo sobre amarrar o Windows e outras tecnologias proprietárias da Microsoft aos ativos e serviços on-line do Yahoo.
Balmer também citou "eficiência operacional" como um alavancador para "eliminar infra-estrutura redundante e custos operacionais duplicados." Isto significa tanto um monte de bilhetinhos azuis para o MSN e uma simples mudança de marca da tecnologia Yahoo para o nome Microsoft, como a demissão massiva de empregados do Yahoo qualificados em Unix e código aberto e uma transição, no estilo Hotmail, dos sistemas Yahoo para uma infra-estrutura energizada pelo Windows.
Por fim, Ballmer destacou "as emergentes experiências de usuários," onde ele novamente repetiu a intenção de "direcionar a inovação em cenários emergentes como, video, serviços móveis, comércio on-line, mídia social, e plataformas sociais." Ballmer está descrevendo uma repetição do "Windows Everywhere" do início dos anos 90, embora aplicada à web ao invés de equipamento de escritório e outros dispositivos.
Como a Microsoft inova.
Se a Microsoft planeja converter os serviços do Yahoo para serviços mais "inovadores" usando suas próprias plataformas e ligados ao Windows, não seria mais fácil começar a desenvolver tudo do zero? Por que a Microsoft iria pagar os tubos pelos negócios on-line do Yahho que são construídos majoritariamente em FreeBSD, somente para retira-los e gastar recursos significantes para converter tudo para rodar na plataforma Microsoft?
Com toda a franqueza, a Microsoft a tempos tenta construir um negócio de serviços online e de buscas "inovador" do zero. O MSN original era um clone da AOL criado em 1995 no tempo certo para ver os serviços web abertos ganharem maior interesse sobre os serviços on-line proprietários. No ano seguinte, a companhia rapidamente desenvolveu uma nova estratégia para a Internet envolvendo a compra do Internet Explorer, e amarrando-o ao Windows para prevenir que qualquer tentativa de uma plataforma de desenvolvimento aberta emergisse.
Depois de comprar o Hotmail em 1998 e embarcar em uma missão para desenvolver uma ampla gama de serviços Internet sobre uma marca MSN reinterpretada, a companhia ainda se encontrou incapaz de construir um negócio on-line lucrativa pela próxima década, apesar de todos os esforços para alavancar o monopólio Windows na plataforma desktop.
A web estabeleceu rapidamente que não existe dinheiro real nem em conteúdo pago, em assinaturas de web sites, ou em serviços baseados em taxas. Os enormes investimentos da Microsoft em ativos on-line serviram somente para prevenir competição ao Windows, não para construir valor verdadeiro ou resultado em qualquer nova fonte de receita.

Apple and the Origins of the Web
Web Browser Wars: Netscape vs Internet Explorer
O Google constrói uma fábrica de dinheiro.
Em 1996. dois estudantes Ph.D. da Universidade de Stanford, Layy Page e Sergey Brin, desenvolveram uma nova ferramenta de busca projetada para avaliar a relevância das buscas com base na informação de outros sites ligados a uma página, ao invés de só percorrer uma página para encontrar quais palavras estavam nela. Depois de disponibilizar acesso público em 1977, o Google rapidamente veio a ser considerada a melhor forma de pesquisar a web.
O que faltava ao Google era a melhor maneira de ganhar dinheiro pelo fornecimento de serviços de busca. Isto havia sido desbravado pelo GoTo.com, que também foi lançado em 1997. O GoTo desenvolveu um sistema que permitia a anunciantes pagar em termos de busca para posicionar seus anúncios como os melhores resultados para as pesquisas dos usuários. Isto trabalhou bem para criar um mercado para vender e apresentar anúncios.
Porém, os resultados de buscas não pagas do GoTo, o que trouxe a audiência de buscas em primeiro lugar, não funcionava muito bem porque era feita com base em uma indexação simples do conteúdo da web. O Google copiou o pagamento para posicionamento de anúncios da GoTo para combinar o seu próprio e melhorado PageRank searching com o novo modelo de venda de anúncios do GoTo.
A contribuição particular do Google foi a de remover os exuberantes e irritantes anúncios em banner do final dos anos 90 e trocá-los por sutis e relevantes anúncios em texto que não provocam nem raiva ou irritação aos usuários. Pelo motivo dos anúncios de texto do Google eram realmente relevantes, os usuários eram inicialmente menos propensos a ignora-los de modo subconsciente como estava acontecendo com os crescentes, desesperados e irritantes convencionais anúncios em banners.
GoTo, Overture, Yahoo vs. Google.
Em 2001, GoTo trocou seu nome para Overture, Seguindo o estouro das dotcom, o novo Overture lutou para competir com o Google na venda de anúncios. Em 2002, o Google havia construído seu caminho para o terceiro colocado em pesquisas on-line atrás do Yahoo e do MSN. Apesar de ser o terceiro em page hits, o Google conseguia três vezes mais que o tempo médio despendido por usuários em buscas comparado ao Yahoo e ao MSN.
Os números de hits dos dois líderes vinham, não pela oferta de um bom um produto que atraia usuários como o Google, mas porque ambos Yahoo e Microsoft tinham assinado acordos com ISPs para transforma-los nos sites de pesquisa padrão para os clientes. Entretanto, estes clientes estavam gastando mais tempo no site Google porque eles estavam realmente utilizando-o, não somente sendo apresentado a eles como sua opção padrão. O Google estava obtendo mais atenção boca a boca entre usuários por fornecer um produto melhor. Enquanto Yahoo e Microsoft transbordavam seus portais com excessos de conteúdo e anúncios, não eram mais vistos como mecanismos de buscas funcionais.
O Overture supria os anúncios para o Yahoo e o MSN, então estava sendo ameaçado diretamente pelo ganho rápido de popularidade do Google. O Overture respondeu ao sucesso do Google processando-o em 2002 pela cópia de suas idéias de negócio patenteadas de anúncios e buscas pague-por-posicionamento. Naquela época, o Overture ainda estava trazendo 2,8 vezes mais receita que o Google.
Enquanto estava tentando competir com o Google em anúncios pagos por posicionamento, o Overture também anunciou uma parceria com o Gator spyware em 2003 que envolvia a instalação do spyware nos computadores dos usuários para gravar e reportar suas atividades. O Overture também utilizou o Gator spyware para anúncios pop up que foram vendidos a anunciantes que pensaram que seus anúncios seriam apresentados em sites com boa reputação.
Quando os anunciantes começaram a receber fogo de consumidores furiosos por verem seus anúncios aparecerem sobre e sob suas janelas nos web browsers, a reputação do Overture iniciou a afundar. A companhia foi comprada pelo Yahoo no mesmo ano. O Yahoo herdou a dor de cabeça de um contrato de três anos de spyware do Overture e o processo de patentes da companhia contra o Google. No ano seguinte, o Yahoo fez um acordo com o Google que deu ao Yahoo 2,7 milhões de ações do Google em troca de uma licença perpétua das patentes de busca relacionadas ao Overture, deixando o Google livre para alcançar sua posição como o novo primeiro colocado de buscas na web.
Gator Information Center
Google, Yahoo bury the legal hatchet - CNET News.com
Construa e ele virá.
O Google entrou em um mercado dominado por dois rivais estabelecidos e superou ambos entregando um produto melhor para os consumidores. Isto resultou no Google também sendo capaz de oferecer aos anunciantes a audiência mais valorizada. Quatro anos após, o Google serve mais de 53% das buscas na web, com o Yahoo em segundo lugar com 19,9% e a Microsoft em terceiro com 12,9%. Estes números refletem o fato que o Yahoo está empacotado no serviço de internet da AT&T e que o Live Search está empacotado no Windows. A fatia real do Google no mercado de pesquisa na verdade é muito maior.
O Yahoo têm lutado para manter paridade de funções com o Google, mas têm sido incapaz de aumentar suas receitas o lucros, Em 2005, o Google reportou $6.1 bilhões em receitas e $1.5 bilhões de lucro líquido enquanto o Yahoo teve $6,4 bilhões de receitas mas somente $751 milhões de lucro líquido. Em 2006, o Google reforçou suas receitas para $10,6 bilhões e lucros para $3 bilhões, enquanto o Yahoo reportou somente um modesto ganho em receitas para $6,9 bilhões e uma queda em lucros para $660 milhões.
Em 2007, o Google continuou a crescer. No trimestre de inverno, reportou que reforçou seus ganhos em 50% ano a ano e seus lucros em 17%. Os investidores ainda estavam descontentes com esta perspectiva, o que levou a uma venda em massa de ações que diminuiu em muito o valor da companhia, parecido com o melhor trimestre de todos os tempos da Apple que em uma perspectiva conservadora foi ao encontro de uma reação de pânico similar.
Analysts, Investors Take Apple to Task For its Best Quarter Ever
Best Quarter Ever: a closer look at Apple’s record Q108 earnings
Construa novamente e ele pode não vir.
Depois de criar uma receita monstro em cima de seus resultados de pesquisa superiores, o Google descobriu que não podia facilmente duplicar o esforço em todas as áreas. A companhia construiu o Google Video como sua própria alternativa ao YouTube de maneira a entrar no mundo promissor de anexar anúncios ao conteúdo de vídeo amador e de domínio público, somente para descobrir que fazia mais sentido adquirir o YouTube.
Igualmente a Microsoft tentou abater o YouTube com seu SoapBox, uma oferta que a maioria do público nunca ouviu falar, para não dizer usar. O valor dos ativos existentes relacionado ao potencial de espremer suas receitas de anúncios disparou uma guerra de compras desesperada entre Google, Yahoo, e Microsoft para engolir toda localidade on-line com uma audiência significativa.
Este esforço é em grande parte especulativo, o fato de que anunciar nestes sites possa algum dia proporcionar lucro funcional é somente esperança otimista. O Google não está obtendo receita ainda do YouTube, e sabe que não a terá logo. Entretanto, enquanto o Google está ainda obtendo receitas e lucros impressionantes do posicionamento em buscas ele também sabe que necessita encontrar novos mercados para desenvolver no futuro. Os esperneantes e em crescente desespero serviços on-line do Yahoo e da Microsoft estão ainda mais conscientes dos problemas que irão enfrentar se não forem agressivamente com toda a força a frente para novos mercados de anúncios.
A nova busca: Os velhos anúncios.
O Yahoo está trabalhando para desenvolver uma nova carteira de serviços web, adquirindo o Flickr, o del.icio.us e construindo um negócio de música. Nada disto têm feito alguma coisa para reverter a marcha a ré da companhia, porque desenvolver um audiência popular requer investimentos em massa de longo prazo que geralmente não são auto-sustentáveis, mesmo embrulhados com anúncios.
Como o Google explorou largamente o conceito de pagamentos para o posicionamento de anúncios e o posicionamento de anúncios contextual, o negócio de buscas voltou ao tempo de tecnologias de rastreamento de usuários similares ao anúncios spyware do final dos anos 90.
No ano passado, o Google absorveu rapidamente o DoubleClick por $3.1 bilhões em dinheiro, expandindo-se além de sua competência chave de posicionamento pago, e entrando no velho mundo de anúncios em banners rastreados por cookies que aspiram ser mais relevantes aos usuários seguindo seus passos e tomando notas sobre o que fazem. Os velhos anúncios em banners que o Google trocou por seus sutis links de texto não são a nova moda, porque os anúncios de textos contextuais do Google estão sendo cada vez mais ignorados, mas também porque sua relevância funcional não é muito boa.
A Microsoft e o Yahoo reclamaram ao FTC (Federal Trade Commission) sobre os planos de aquisição do DoubleClick pelo Google porque não há mais DoubleClicks para comprar, e colocar para funcionar novas plataformas de spyware e redes de anúncios cookie será cada vez mais difícil de construir do zero como fazer uma alternativa ao YouTube.
O último esforço da Microsoft para crescer.
Pela compra do Yahoo, a Microsoft espera que possa juntar alguma coisa que possa competir com o Google em termos de tamanho. Crescimento do modo que o Google originalmente obteve, pela oferta de melhores resultados de busca ou usando um modelo de negócios melhor, não é mais uma opção em um mercado maduro.
O problema para a Microsoft é que seu melhor alvo para aquisição não é muito bom. Comprando o Yahoo para competir contra o Google pode ser um pouco como a Daimler-Benz comprando a Chrysler, ou a TimeWarner adquirindo a AOL, ou a Borland comprando a Ashton Tate. Qual é a atração em comprar um companhia problemática e em queda livre? Certamente existem vários exemplos alarmantes do porque isto falhou dramaticamente no passado.
Em particular, o Yahoo apresenta alguns graves desafios para que a Microsoft assuma controle:
Qualquer "sinergia" entre os dois já pode ser obtida por parcerias amigáveis. O Yahoo e a Microsoft já tem acordos assinados para ligar seus sistemas proprietários de mensagem instantânea para competir contra protocolos abertos de chat suportados pelo Google. Ambas companhias já podem trabalhar para vender conjuntamente espaço para anúncios em seus ativos de busca, mesmo que ninguém esteja visitando-os. Forçando os dois juntos não vai levar a nada de valor maior porque qualquer cosa que eles podem produtivamente fazer juntos eles podem fazer separados.
Os dois parceiros tem uma grande sobreposição de produtos que excedem mesmo a da fusão da Adobe com a Macromedia. Estes ativos e serviços redundantes não podem ser efetivamente ligados porque estão construídos em fundações diferentes. Yahoo Mail, IM, mapas, música, blogs, video e assim por diante podem ou serem abandonados e trocados pela sua versão Microsoft, ou como alternativa substituir as ofertas existentes da Microsoft. Combinar Yahho Mail e MSN Live/Direct/Xbox HotMail (ou qualquer que seja a última marca para isso) não é uma "sinergia" ao contrário é uma destruição de valor.
O Yahoo não necessita estar envolvido ou ser comprado pela Microsoft para ficar fora dos negócios e demitir todos seus funcionários. Inversamente, trocar os serviços do MSN da Microsoft com os do Yahoo não fará nada para expandir a audiência da companhia nem repentinamente fazer seus serviços on-line lucrativos.
A Microsoft e o Yahoo compartilham pouca cultura e visão. O Yahoo está batalhando para ser como o Google e trabalha para suportar vários projetos de código aberto, incluindo PHP, FreeBSD, YUI, Squid, e Linux. Ele serve como uma alternativa para os produtos Microsoft em uma variedade de negócios; por exemplo, o Yahoo recentemente adquiriu Zimbra, uma alternativa de código aberto para o Microsoft Exchange Server e o cliente de email Outlook.
A Microsoft tem asco por código aberto em geral e particularmente pelo Linux, PHP, Zimbra, e outros produtos que erodem o Windows. A Microsot pretende propagar seu Silverlight, .Net, e outras soluções proprietárias para a web, nenhuma das quais pode adicionar valor aos ativos correntes do Yahoo, e podem inversamente causar defecções em massa.
Fuga de cérebros. A absorção do Yahoo pela Microsoft pode destruir grandes quantidades de produtos e serviços resistentes à sinergia. Quem ira se beneficiar disso? Google. A compra da Microsoft pelo Yahoo pode ou intencionalmente resultar na demissão de brilhantes engenheiros de código aberto que provavelmente levariam seu conhecimento diretamente ao Google, ou simplesmente enviar ondas culturais que podem causar que os colaboradores deixem a companhia voluntariamente.
A Microsoft já está sofrendo uma tremenda fuga de cérebros porque o Google contrata todas as melhores cabeças. Mesmo o Google está preocupado pois não encontra pessoas com qualificação suficiente para contratar. Deverá a Microsoft pagar bilhões pelo Yahoo, desmembra-lo, e enviar suas mentes talentosas para seu maior rival?
Fuga de clientes. Adicionalmente à perda de empregados, a Microsoft provavelmente atropelará e matará os produtos restaqntes do Yahoo pela inovação de novas amarras centradas no Windows, mandando a mesma audiência que a Microsoft espera comprar em outras direções. Os usuários Flickr provavelmente serão tentados a ir ao Picassa do Google, usuários do Yahoo IM para o GoogleTalk, usuários do Yahoo Mail para o GMail, e qualquer um que ainda usa a busca Yahoo possivelmente irá a usar Google também.
Todos que querem utilizar as pesquisas e tecnologias on-line da Microsoft possivelmente já as estão utilizando pois elas são a opção padrão para muitos usuários. A maioria dos usuários Windows estão escolhendo não usar os serviços de busca do Windows e utilizando o Google no lugar, e nenhuma expansão dos serviços de busca ligados ao Windows irá mudar isso, particularmente se isso vier diretamente do Yahoo, outro site que as pessoas estão intencionalmente escolhendo não utilizar.
Fuga de parceiros. Adicionalmente ao êxodo de clientes ,muitos dos quais sequer pagam pelo uso dos serviços Yahoo, uma compra hostil do Yahoo pela Microsoft pode ter um efeito desagradável nas parcerias atuais do Yahoo com projetos de código aberto, e sua crescente integração com parceiros como a Apple. Embora o Google e a Apple estabeleceram parcerias muito próximas, a Apple também está indo no caminho de desenvolver uma parceria com o Yahoo.
Por que? Embora a Apple e o Google cooperem, também competem em algumas áreas, ou simplesmente trabalham em objetivos cruzados. O Google suporta diretamente o FireFox enquanto a Apple mantém seu próprio browser Safari baseado em KHTML (que também é integrado com a busca do Google); a Apple também oferece seus incipientes serviços .Mac que de alguma forma competem com os do Google; a Apple tem sua estratégia própria para smartphones que é distintamente diferente do Android da Google. As duas companhias tem ideias independentes sobre o futuro dos software de produtividade. Isso não os faz inimigos, mas criam razões para a Apple desenvolver parcerias paralelas com outras companhias no espaço das ferramentas de busca.
O Widget Stocks da Apple no Mac OS X e o idêntico applet Stocks no iPhone estão conectados ao Yahoo Finance ao invés do serviço similar do Google. Funções de busca no iPhone também podem ser efetuadas pelo Yahoo como uma opção ao Google. e o applet Weather também está baseado em dados do Yahoo. A Apple também escolheu o Yahoo como seu parceiro na oferta de push email no iPhone.
Apesar da Apple também ser parceira da Microsoft na promoção do Office para Mac e na construção de interoperabilidade com o formato de arquivos proprietário OOXML da Microsoft, seu Active Directory e Exchange Server, a Apple provavelmente hesitará em construir parcerias on-line com a companhia que expressivamente trabalhou para destruir o Macintosh depois de o ter clonado, repetidamente tentou acabar com o QuickTime e OpenGL e todo formato aberto de arquivo, abertamente desprezou o iPhone como sendo uma piada dispendiosa, e possui um grande ressentimento contra tecnologias abertas e interoperáveis de qualquer tipo. Outros parceiros do Yahoo possuem razões similares para abandonar a companhia quando esta for adquirida pela Microsoft.
Microsoft’s Plot to Kill QuickTime
Apple: iPhone Now Costs Less than Ballmer’s Lame Motorola Q
Office Wars 3 - How Microsoft Got Its Office Monopoly
Os poderes monopolistas da Microsoft em decadência.
O negócio de buscas não está mais na fase adolescente de crescimento rápido. Isso é passado; o Google ganhou seu lugar no topo, e não vai ser agressivamente suplantado pela fusão de dois competidores muito similares e que falharam na competição com o Google na última década. A soma do Yahoo à Microsoft irá na verdade desmantelar a competição existente com o Google ao invés de criar com a união dos dois competidores atuais um rival forte.
A Microsoft provavelmente sabe disso. O Yahoo certamente sabe senão teria aceitado as ofertas anteriores da Microsoft nos últimos anos. O problema para a Microsoft é que ela não possui outras alternativas óbvias para melhorar sua exposição no mercado on-line e de buscas. O poder do monopólio da Microsoft começou a dissolver, fazendo a companhia incapaz de forçar sua entrada em novos mercados como um punho de aço intimidador.
Particularmente desde 2000, a posição monopolista da Microsoft:
- falhou em posicionar o Windows à frente do Mac OS X da Apple no mercado de consumo.
- falhou em prevenir a adoção generalizada de servidores Linux entre os usuários empresariais.
- falhou em vencer ou mesmo igualar o sucesso do iPod após anos de licenciamento exclusivo com fabricantes de hardware para o Media2Go e o PlaysForSure.
- falhou em posicionar os Smartphones Windows sobre o Blackberry da RIM no mercado empresarial e o iPhone no mercado de consumo.
- falhou em alavancar os consoles de games, em vendas contra a Sony, e rentabilidade contra a Nintendo
- falhou em parar o renovado aumento do Firefox no mercado de browsers, e prevenir nova competição do Safari e do Opera, particularmente em celulares.
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The Unrealized Potential of Apple’s Hybrid Platform: Mac, iPod, iPhone, and TV
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Será que a compra do Yahoo matará a Microsoft?
Adicionalmente a ser uma ideia perdedora em todos os aspectos em geral, uma compra hostil do Yahoo por $44,6 bilhões ou mais pode usar todo o caixa que a Microsoft atualmente dispõe e um pouco mais. A companhia informou que ao final de 2007 possuía $21 bilhões em caixa e ativos de curto prazo.
A Microsoft está gastando seu caixa pagando dividendos aos acionistas e recomprando suas próprias ações. Dividendos e recompras de ação são o que uma companhia faz quando decide que seus investidores podem fazer mais com seu dinheiro do que ela.
A Microsoft está apostando contra seu próprio futuro, essencialmente abandonado sua posição de caixa por que não vê o que pode fazer efetivamente com ela. Se ela fosse capaz de transformar esse caixa na compra de produtos ou empresas estratégicas para expandir sua posição, ou para investir para construir novas maneiras de crescer por si, ela teria segurado sua poupança com a Apple tem feito.
A Apple está dramaticamente expandindo seu campus, expandindo seu negócio de serviços on-line, expandindo seus iPods em plataformas móveis WiFi, expandindo o iPhone em uma plataforma mundial de desenvolvimento para smartphones, expandindo seu mercado Macintosh em novas direções, expandindo suas operações de varejo, e expandindo suas vendas de mídia on-line. Ela também está pronta para adquirir o próximo time de aplicações ou companhia inovadora que tiver a oportunidade de comprar. Por isso a Apple está guardando seu caixa, não retornando-o aos investidores.
A Microsoft está atualmente gerando um grande caixa dos seus negócios de desktops, servidores, e office. Ela não teria nenhum problema em assumir grandes dívidas para comprar o Yahoo e depois rapidamente pagar seus empréstimos com essa receita. Entretanto o que isso iria conseguir? A companhia estaria queimando seu caixa e comprometendo seus lucros futuros nas mesmas chamas, tudo para adquirir uma companhia que é uma má combinação e que quase com certeza resultará em uma grande defecção de empregados, clientes e parceiros. Todo este dinheiro sendo queimado pela casca das operações titubeantes do Yahoo.
Levará no mínimo cinco anos para a Microsoft integrar o Yahoo em suas operações. O Yahoo recentemente acabou de integrar o Overture em suas operações, apesar de ter comprado a companhia em 2003. Enquanto o Yahoo e o Overture eram uma boa combinação com pouca sobreposição, uma visão similar, e produtos complementares, aquela fusão estava cheia de crises e problemas de políticas administrativas. A Microsoft irá engolir o Yahoo mais rápido sem o mesmo mal estar?
Nos próximos cinco anos, os monopólios da Microsoft provavelmente estarão em uma situação muito pior do que agora. Nos últimos cinco anos perdeu sua reputação no desktop para o Mac OS X e viu seu papel empresarial deslizar precariamente quando o resto da indústria alinhou-se em estratégias orientadas ao Linux. Em consonância com estas mudanças, as críveis ameaças ao Office que emergiram no ambiente empresarial com o OpenOffice, agora vendido pela IBM sob a marca Lotus Symphony, e o iWork da Apple entre os consumidores.
A Microsoft não deve nem perder muitas vendas rapidamente para sentir o calor da competição crescente; uma vez que sua posição monopolista inicia a derreter, haverá uma reorganização em massa de onde os lucros de software correm e em que quantidades.
Os bilhões em receita da Microsoft são tem por base sua habilidade de vender licenças Office para consumidores por $500 e licenças de Exchange e produtos para servidores por $15.000 uma escolha popular para pequenos grupos de trabalho. Competindo contra pacotes para consumidores por $79 e produtos de produtividade oferecidos de graça pela IBM ligados ao Lotus Notes e seus serviços Linux, a Microsoft simplesmente não será mais capaz de extorquir aquela quantidade de caixa, mesmo que possa continuar a vender a maior fatia do mercado de software em termos unitários. A companhia já foi forçada a dramaticamente mudar o preço do Office para Mac e oferecer condições de licenciamento mais generosas, somente pela chegada do iWork.
Isto sugere que em 2012, a Microsoft estará obtendo muito menos receita e menores lucros, ao mesmo tempo em que estará finalizando sua fusão de serviço on-line com o Yahoo e vendendo o Windows 7 e o Office 15 contra alternativas grátis no PC e os produtos Apple com uma melhor integração.
Não há razão para acreditar que uma MSN maior poderá efetivamente competir contra as ofertas do Google no espaço on-line, ou mesmo que a MSN pode tornar-se maior depois de todo o sofrimento causado por uma transição dolorosa e que envolveu defecções em massa dos empregados, clientes e parceiros do Yahoo.

Microsoft’s Outrageous Office Profits
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Melhor morta?
Um cínico poderá sugerir que uma fusão brutal como esta pode dar justamente o que o mundo necessita: uma redução dramática do poder da Microsoft e um desmembramento do grandemente inefetivo Yahoo em ordem para melhor usar os recursos em que está baseado. Ao mesmo tempo entretanto, esta consolidação assusta por colocar tanto poder em um local. Enquanto o Google reclamou que a oferta da Microsoft pelo Yahoo pode resultar em obstáculos da legislação anti-truste, o maior problema criado pode ser a eliminação de qualquer ponto de referência para o próprio Google.
Sem o Yahoo, e com uma desesperada MSN reformulada, consumida internamente por sua fusão e reconstrução, o Google acabaria como a única escolha crível para busca e anúncios on-line. Ele apreciaria alguma coisa como cinco anos de competição deprimida, permitindo-o ou a "relaxar e gozar", ou ir em frente para sanear o negócio, estabelecendo-se ainda mais como um rival impossível de competir.
O Google já está comprando redes de anúncios e diminuindo o preço dos anúncios, criando uma força notável nos sites de conteúdo suportados por anúncios. Sem referência, o Google se tornaria o único meio de anunciar on-line, e o único meio efetivo para comprar espaço para anúncios.
Todos estes cenários demandam pausa para reflexão, com a atual liderança do Google como a companhia "que não faz mal" com uma reputação de resistir à opressão de governos tanto nos EUA como na China pode ser relaxada já que não existiria outro jogador na mesa.
Dado o histórico estelar do Google nestas áreas, particularmente quando comparado à Microsoft e ao Yahoo, é certamente muito cedo para reprimir a companhia por futuros problemas imaginários. Nós não sabemos nem mesmo que o grau de competição que faz as companhias saturadas e menos capazes de responder às necessidades de seus consumidores. Consolidações em massa na indústria de tecnologia possuem efeitos aterradores na competição e inovação.
O que você acha? Como a aquisição do Yahoo pela Microsoft mudará a posição do Google e de outras companhias de tecnologia, impactará o mercado de código aberto, o desenvolvimento de produtos novos e inovadores, e as forças competitivas do mercado de anúncios on-line?
